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Criatividade é um dom ou prática?

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Criatividade é um dom ou prática?

 

A criatividade é uma habilidade que vem sendo estudada cada vez mais ao longo da história. Diversos cientistas procuram definir métodos para identificar perfis de pessoas mais ou menos criativas, assim como os ambientes que propiciam a criatividade. Ao mesmo tempo em que ainda se tem muito a estudar e não exista um conceito universal, diversas empresas de consultoria e treinamento desenvolvem métodos a partir dos estudos que já existem para estimular a criatividade das pessoas e inovação das empresas. O resultado do trabalho é uma boa notícia para quem não se acha criativo: dá certo. Para Jean Sigel, co-fundador e instrutor da Escola de Criatividade, em Curitiba, o primeiro passo é reconhecer que não se trata de um dom, “acreditamos que todos são criativos”, afirma.

Segundo o especialista, bons resultados são registrados em diversas áreas com estímulos. Pra isso, relembrar a infância, fase da vida que baseia grande parte das pesquisas de criatividade, é o ponto de partida para desenvolver a consciência criativa das pessoas. “As crianças são curiosas, elas investigam, tentam, erram, caem, exploram, e conseguem criar coisas novas sempre”. Segundo Jean, é preciso se lembrar que são habilidades que apenas deixamos de lado com o decorrer do tempo. “O adulto sempre acaba pensando no processo de planejamento, só pensando no processo lógico e deixando de lado um hábito simples que é a curiosidade de buscar algo novo”, explica.

Hábitos criativos

Jean Sigel compartilhou com o Aperte F5 alguns dos principais hábitos criativos que exercita em seus clientes há oito anos. O autoconhecimento antecede qualquer dica, pois é essencial para que seja possível uma mudança significativa, “A pessoa identifica em quais momentos ela pode aproveitar os pontos fortes e melhorar os pontos fracos”, justifica.

Questione

Boas ideias surgem de problemas que precisam de solução. O hábito de fazer perguntas e questionar resultados e alternativas amplia pontos de vistas e estimula ideias, além de promover maior conhecimento. “Algumas pessoas aceitam uma só resposta para tudo. A primeira resposta que surge em uma reunião ou alguém dá uma solução, diz: está bem, está ótimo”, exemplifica. Cutucar as respostas podem fortalecê-las.

Sem medo de errar

Não se deve temer o erro, e sim valorizá-lo. “Tem que se permitir se jogar nas possibilidades”, O especialista explica que quem não arrisca costuma fazer sempre a mesma coisa. Repetir uma mesma coisa e criar uma nova são ações bastantes diferentes.

Confie em si mesmo, e em sua equipe

A falta de confiança pode estar relacionada com o medo e é uma das características essenciais em um ambiente que favorece o processo criativo. Para Jean, a pessoa criativa precisa ter certeza que não vai ser julgada se der uma ideia nova ou reprimida se questionar um sistema. “A partir do momento que ela tem confiança, a capacidade de inovação com certeza vai acontecer de forma mais livre, mais direta”. Quando se trata de empresas, a liderança está totalmente envolvida neste processo. Novos tempos exigem novas atitudes, e o mundo contemporâneo é descentralizado, com menor hierarquia.

Invada outras áreas

É preciso se comunicar com outras áreas do conhecimento e produção. A inovação é integrada e indisciplinar. O interesse em setores que estão interligados abre a visão sobre possibilidades. “A gente se conecta, questiona, ‘dá pitaco’, a gente ouve o outro”, exemplifica. Vamos sair de nossos quadrados?


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Sobre o autor

Carolina Cruz

Jornalista nascida em Brasília. Já esteve na cobertura de diversos assuntos. Escreve movida pela curiosidade. Mantém o blog Entenda o Caso.

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