[Linux] Existe vírus no Linux?

terça-feira, novembro 11, 2008 18:49

Olá pessoal! Vamos mais uma vez falar sobre Linux!

A abordagem de hoje é sobre um fato que causa muitas dúvidas: Linux “pega” ou “não pega” vírus?

TuxO Linux e o Windows são sistemas operacionais bem diferentes.  O Windows trabalha com arquivos executáveis, os famosos “.exe” ou “.com”. Todos os programas são arquivos executáveis, que na verdade são um conjunto de ordens e scripts, para uma determinada tarefa. Os vírus também são executáveis. Os vírus são scripts que danificam os arquivos principais de um sistema operacional (como as bibliotecas) e/ou roubam informações. No Windows, é muito fácil instalar um vírus: basta executá-lo (“abri-lo”) de alguma forma e… pronto!

Já no Linux, as coisas não são bem assim. No Linux, um programa (ou script) só pode alterar arquivos do sistema operacional se o usuário possuir permissões para isso. Geralmente, só quem tem poderes para tal fim é o super-usuário, chamado root. Só com uma configuração específica outros usuários podem obter estes privilégios (mas só o root pode autorizar isso!). Então, para funcionar um script malicioso no Linux, o mesmo deve ser executado pelo super-usuário (root). Até aí tudo bem, mas não são todas as distribuições que permitem que o root use a interface gráfica. Essa é uma maneira de proteger o sistema.

Até agora, já sabemos então que , no Linux, um usuário normal não pode fazer besteira no sistema. No Windows, TEORICAMENTE o mesmo deveria acontecer, mas não funciona tão bem assim. E um vírus de Windows funcionaria no Linux? Não, pois o Linux não trata os arquivos da mesma maneira que o Windows. Um arquivo “.exe” (executável do Windows) é apenas um arquivo qualquer no Linux. Esse arquivo, NO LINUX não tem poder nenhum. Mas caso você tenha em seu computador Linux e Windows, atenção! O vírus não fará nada no Linux, mas se for executado no Windows ele continuará sendo um Vírus. O Linux não é um anti-vírus, ele é um sistema operacional.

Vamos usar um exemplo para ilustrar: Você usou seu pendrive em seu trabalho e pegou um vírus. Aí, em casa você acessa o Linux e, claro, não vai acontecer nada, pois o seu vírus é um executável de Windows e no Linux ele não é nada além de um arquivo qualquer. Mas depois, você coloca em outro computador com Windows, e o vírus vai “pegar” nesse computador.

Mesmo que você crie um vírus para Linux (e existem alguns poucos), ele só fará efeito se for executado como root (e existe uma probabilidade mínima de você estar usando a interface gráfica com o root). Mas você não será “esperto” ao ponto de faze isso né?.

Existem antivírus para Linux, mas eles funcionam contra os vírus de Windows (que contraditório não é?), justamente para evitar o exemplo acima. Ou caso você tenha uma partição Linux e uma Windows, para evitar que o Windows seja afetado.

Então, concluindo: sim, existe vírus no Linux. Mas não da maneira que a gente conhece, e nem tão fácil (eu diria bem difícil) de pegar.

Abraço, e desculpem pelo post enorme!

Raphael Trevisan

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5 Comentários to “[Linux] Existe vírus no Linux?”

  1. Loko escreveu:

    11 de novembro de 2008 as 19:00

    bem… alguma parte disso eu ja sabia…

    axo legal q o AperteF5 ta abordando o assunto linux enquanto a gente c informa ^^ (n uso linux por não o conhecer bem)

    futuramente pretendo começa a usa linux xD

  2. Guilherme Rambo escreveu:

    12 de novembro de 2008 as 16:27

    Lembrando que o mesmo vale para o Mac OS ;)

  3. Raphael Trevisan escreveu:

    12 de novembro de 2008 as 19:54

    Bem lembrado! O Mac também é baseado em Unix! Assim como Solaris e BSD.

  4. wesley escreveu:

    9 de dezembro de 2008 as 21:56

    cara muito obrigado… post muito bem declarado.. nota 10 muito bom…
    flw galera… continuem assim..

  5. [Linux] Permissões | Aperte F5 escreveu:

    15 de março de 2009 as 15:57

    [...] de um atraso nas minhas postagens, retorno hoje falando das permissões do linux, que citei no post “Existe vírus no Linux?” e no podcast 22 sobre linux. O tema em si não é muito extenso, mas é muito [...]

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